sexta-feira, 29 de julho de 2011

CIGANOS - POVOS DAS ESTRELAS











TODOS NÓS TEMOS UM "Q"DE CIGANO......

O fato do Povo Cigano não ter, até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossível definir sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser a respeito de sua origem está largamente baseado em conjecturas, similaridades ou suposições.
A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo.
Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado.
E assim, os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna localizada margem direita do Rio Send e de onde foram expulsos por invasores árabes.

Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto.
E com respeito à suas crenças, tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.

Depois de vagarem pelas Terras do Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo. Essa invasão foi uma das únicas na história da humanidade que foi feita sem guerras, dor ou derramamento de sangue. O que não se sabe ainda é se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da hierarquia indiana (os parias) ou de uma casta aristocrática e militar, os orgulhosos (rajputs).
Independente de qual fosse seu status, a partir do êxodo pelo Oriente, os ciganos se dedicaram com exclusividade a atividades itinerantes: como ferreiros, domadores, criadores e vendedores de cavalo, saltimbancos, comerciantes de miudeza e o melhor de suas qualidades que era a arte divinatória.
Viajavam sempre em grandes carroças coloridas e criaram nomes poéticos para si mesmos.

No primeiro milênio d.C., deixaram o país e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina.
Existem vários clãs ciganos: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia).
São mais de 15 milhões de ciganos em diferentes pontos da Europa, Ásia, África, América, Austrália e Nova Zelândia.
Quase sempre os ciganos eram bem recebidos nos países onde chegavam. Os chefes das tribos apresentavam-se de forma pomposa, como príncipes, duques e condes (títulos, aliás inexistentes entre os ciganos).
Diziam-se peregrinos cristãos vindos do Egito e, assim obtinham licença das autoridades locais para se instalarem.
Ao contrário do que muitos pensam, o Povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo do seu pacífico caminhar.
Na Moldávia e na Valáquia (atual Romênia), os ciganos foram escravizados durante trezentos anos; na Albânia e na Grécia pagavam impostos mais altos. Na Alemanha, crianças ciganas eram tiradas dos pais com a desculpa de que "iriam estudar", enquanto a Polônia, a Dinamarca e a Áustria puniam com severidade quem os acolhesse.
Nos países baixos inúmeros ciganos foram condenados à forca e seus filhos obrigados a assistir à execução dos pais para que assim aprendessem a "lição de moral".
Apenas no país de Gales eles tiveram espaço para manter parte das suas tradições e a língua.

Os ciganos chegados em Andaluzia no séc. XV vieram do norte da Índia, da região do Sind (atual Paquistão), fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan) eles encontraram facilidades e estabeleceram-se.
Mesmo assim, durante a inquisição católica, vários deles foram expulsos pelos tribunais do Santo Ofício. As tribos do Sind se mudaram para o Egito e depois para a Checoslováquia, Rússia, Hungria e Polônia, Balcãs e Itália, França e Espanha. Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.).
O primeiro documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo se chamava a si mesmo de "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata).
Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.
Porém de acordo com a Tradição Cigana, a teoria mais freqüente sobre a origem do Povo Cigano, é que após um período de adaptação neste planeta, os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar.
Existem lendas que falam que os ciganos seriam filhos da primeira mulher de Adão, Lilith, e, portanto, livres do pecado original) e por isso eles não aceitam de modo algum ser empregados dos "gadjé" (não-ciganos) e apegam-se a antigas profissões artesanais que caracterizam suas tribos e são ensinadas desde cedo às crianças.

O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE.
Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas.
A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro.
Em sua maioria, os ciganos são artistas (de muitas artes, inclusive a circense); e exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas.
Rotulados injustamente como ladrões, feiticeiros e vagabundos, os ciganos tornaram-se um espelho onde os homens das grandes cidades e de pequenos corações expiaram suas raivas, frustrações e sonhos de liberdade destruídos.
Pacientemente, este povo diferenciado, continuou sua marcha e até hoje seus estigmas não sararam.
Na verdade cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos.
A prática da Quiromancia para o Povo Cigano não é um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino.

A família é a base da organização social dos ciganos, não havendo hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os ciganos respeitam acima de tudo a inteligência.
Este homem é o Kaku e representa a tribo na Krisromani, uma espécie de tribunal cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a função de punir quem transgride, a rígida ética cigana.
A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as phury-day (matriarca) e as bibi (tias-conselheiras), lembrando que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.
Esse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã.
Onde quer que estejam, os ciganos são logo reconhecidos por suas roupas e ornamentos, e, principalmente por seus hábitos ruidosos.
São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade.
São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema.
O líder de cada grupo cigano, chama-se Barô/Gagú e é quem preside a Kris Romanis (Conselho de Sentença ou grande tribunal do povo rom) com suas próprias leis e códigos de ética e justiça, onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos.
O mestre de cura (ou xamã cigano) é um Kakú (homem ou mulher) que possui dons de grande para-normalidade.
Eles usam ervas, chás e toques curativos.
Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem: o Nascimento, a Morte, o Casamento e os Aniversários; e acreditam na Reencarnação (mas não incorporam nenhum espírito ou entidade). Estão sempre reunidos nos campos, nas praias, nas feiras e nas praças.
O misticismo e a religiosidade, fazem parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um único deus (Dou-la ou Bel) em eterna luta contra o demônio (Deng).
Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mas jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e na força do destino (baji), contra a qual não adianta lutar.
O mais importante para o Povo Cigano é interagir com a Mãe Natureza respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora.
Outro fato que chama a atenção para a provável origem indiana do povo cigano, é a santa por quem nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali.
Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa, que consideram como a Mãe Universal, a Alma Mater, a Sombra da Morte.
Sua pele é negra tal como Shiva.
Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daí ser conhecida como Sara Kali, a negra.
Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a família, os acampamentos, os alimentos e também tem força destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefícios que possam assolar a nação cigana.
Seu mistério envolve o das "virgens negras", que na iconografia cristã representa a figura de Sara, a serva (de origem núbia) que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha.
Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como "Saintes Maries de La Mer", transformando-se desde então num local de grande concentração do Povo Cigano.
Quase todos são devotos de "Santa Sara", que é reverenciada nos dias 24 e 25 de maio, em procissões que lotam Lês Saints Maries de La Mer, em Camargue, no Sul da França.
Através de uma longa noite de vigília e oração, pelos ciganos espalhados no mundo inteiro, com candeias de velas azuis, flores e vestes coloridas; muita música e muita dança, cujo simbolismo religioso representa o processo de purificação e renovação da natureza e o eterno "retorno dos tempos".
A sexualidade é outro ponto importante entre os ciganos.
E, ao contrário do que se imagina, eles têm uma moral bastante conservadora.
Alguns mitos antigos falam da existência das mães-de-tribo, que tinham um marido e um "acariciador". Outros falam das gavalies de la noille, as misteriosas noivas do fim de noite, com quem os kakus se encontravam uma única vez, passando desde então, a ter poderes especiais.
Mas o certo mesmo é que os ciganos se casam cedo, quase sempre seguindo acordos firmados entre as duas famílias. Não recebem nenhum tipo de iniciação sexual e ter filhos é a principal função do sexo.
Descobrir os seios em público é comum e natural, mas nenhuma mulher pode mostrar as pernas, pois da cintura para baixo todas são merimé (impuras).
Vem daí a imposição das saias compridas e rodadas para as mulheres, que também são proibidas de cortar os cabelos, e nunca sentam à mesma mesa que os homens.
Ironicamente, como praticantes da magia e das artes divinatórias, são elas que cada vez mais assumem o controle econômico da família, pois a leitura da sorte é a principal fonte de renda para a maioria das tribos.
O resultado é uma situação contraditória, em que o homem manda, mas é a mulher quem sustenta o grupo.
As crianças ciganas normalmente só freqüentam até o 1o. Grau nas escolas dos gadjés (não-ciganos), para aprenderem apenas a escrever o próprio nome e fazer as quatro operações aritméticas.
A maioria das crianças não vai à escola com receio do preconceito existente em relação a elas. Claro que com o acelerado processo de aculturação, um bom número de ciganos, disfarçadamente, estão freqüentando as universidades e até ocupando cargos de importância na vida pública do país e já chegaram até à Presidência da República. (Washington Luiz e Juscelino Kubitshek).
Para o Povo Cigano, a Lua Cheia é o maior elo de ligação com o "sagrado", quando são realizados mensalmente os grandes festivais de consagração, imantação e reverenciação à grande "madrinha".
A celebrações da Lua Cheia, acontecem todos os meses em torno das fogueiras acesas, do vinho e das comidas, com danças e orações.
Também para os ciganos tudo na vida é "maktub" (está escrito nas estrelas), por isso são atentos observadores do céu e verdadeiros adoradores dos astros e dos sidéreos.
Os ciganos praticam a Astrologia da Mãe Terra respeitando e festejando seus ciclos naturais, através dos quais desenvolvem poderes verdadeiramente mágicos.
Para uma kalin (cigana kalon), descendente desse povo, essa é uma hora em que precisamos estar atentos e vigilantes para ouvirmos uma espécie de "chamado mítico" que a dura realidade planetária está nos fazendo, e, nos unirmos em corpo e espírito com as forças maiores que regem esse universo.
Os Ciganos são "povos das estrelas" e para lá voltarão quando morrerem ou quando houver necessidade de uma grande evacuação.
Há milênios eles vem cumprindo sua missão neste Planeta, respeitando e reverenciando a Mãe Natureza, trocando e repassando conhecimento.
Eles pregam a necessidade urgente de pisar na
superfície desse lindo "planeta água"
(símbolo da emoção e da sensibilidade que preenche nossos corações) observando não só a violência praticada contra as minorias,
como também os incríveis gestos de solidariedade humana
mostrados via satélite ou pela Internet, na mesma velocidade da luz ou do pensamento humano, nessa era de virtualidade nem um pouco caracterizada pelas mais elementares virtudes.
OBS.: Parte deste texto foi retirada de uma Palestra apresentada pela Cigana Sttrada ( do clã Kalon) na 7ª edição do "Encontro para a Nova Consciência", em Fevereiro de 1998, em Campina Grande-PB.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O AMOR INCONDICIONAL





" O amor nada dá senão de si próprio e nada



recebe senão de si próprio. O amor não possui



e não se deixa possuir, pois ele basta-se a si mesmo"



(Gibran Khall Gibran)









O amor é o sentimento de tudo se dar, de tudo se receber, de tudo se desejar, de tudo se querer, de tudo se pensar e de tudo se esquecer.




Amor é a saudade do que se viveu ou do que deixamos de viver; é a conformação da vida que se leva, com suas alegrias e tristezas; é a esperança de um viver futuro, o anseio de ser melhor, o desejo do mais puro e mais tranquilo.




Amor é a fonte de energia do espírito, monumento de paz, catedral do perdão, templo da fraternidade. Quem ama verdadeiramente eleva-se ao patamar da pureza, porque é através do amor que o homem consegue a purificação espiritual, sufocando a força do desejo material.




A época atual caminha para uma degeneração total, onde a libertinagem impera e vai degradando os homens e exterminando a sociedade. O avanço tecnológico, embora proveitoso para a humanidade, provoca, em alguns homens uma vaidade que os endeusa ao ponto de se tornarem ínfimos degenerados. Esquecem os sentimentos para cuidar das máquinas, das estatísticas e do poder temporal, e caem no vício das facilidades, onde o sexo encontra seu melhor abrigo.




" O sexo, na espécie humana, é amor.




A Educação sexual é uma preparação para o amor, jamais para a libertinagem.




O sexo, apenas sexo, é rotina para os animais."




Nunca os homens se reaproximaram mais dos animais do que na época atual. Todos os ambientes estão impregnados do odor sexual, onde os pensamentos deturpados se chocam com os conceitos de administração, de negócio e de arte. A vida se transforma em charco, onde a impureza em borbulhas afoga a sabedoria.




A esperança, entretanto, está no próprio homem, na sua natureza imortal, capaz de suportar todas as transições.




" Como uma coluna de luz, o homem permaneceu de pé




entre as ruínas da babilônia, Nínive, Palmira e Pompéia;




e de pé cantava a canção da Imortalidade."




A onda cega que avassala o mundo atual encontrará cirurgiões que lhe extrairão a catarata, para que os raios de luz tornem a iluminar os olhos dos embrutecidos e a verdadeira sabedoria volte a imperar como essência da vida.




Amor é vibração!!!!! Vibração é consequência de energia. Energia é força exterior, e a nossa energia vem do espírito, Eu Divino..... O amor, portanto, é imaterial, é transcedente. Entendo que o amor, sendo um sentimento puro, deve ser associado a todos os fatos de nossa vida, ao bem e ao mal, à tristeza e à alegria, ao sucesso e à derrota, tudo enfim que vemos e que sentimos em nossa volta, porque todas essas coisas são proveitosas como motivos de estudo e observações, que devem culminar, nesta ou em outras vidas, na perfeição do espírito. Se o homem olhar com amor tudo que acontece, parando após o primeiro impulso, para transformar os sentimentos impetuosos nesse sentimento maior, estaria ele, com muito mais facilidade, encontrando a verdadeira finalidade de sua missão, que lhe foi outorgada plo Supremo Criador do Universo.




A pureza do amor está no EU inteiror, e sua chama ardente é a base na evoluição do espírito.Quando o homem começa a compreender a verdadeira essência do amor, todo o seu ser se encaminha para a confirmação de sua imortal divindade, e ele se mostra digno de si mesmo e de seus semelhantes. Desse momento em diante, ele se torna livre, justo, fraterno e verdadeiro, porque as arestas de suas imperfeições estão sendo desbastadas e burilado está sendo o seu EU interior que é transcedente e sublime. O homem, então, compreenderá o autêntico significado das palavras do Mestre: " Amai-vos uns aos outros. Eu vos amarei a todos."




O amor é pois, a sublimação do espírito através do sentimento nobre.




......Amo os DIAS que virão, incognitas misteriosas, dúvidas de continuidade, esperanças de vitórias, certezas de paz. Amo os AMIGOS de ontem, os de hoje e os que virão no amanhã.




Amo meus TEMPLOS, meus IRMÃOS, meus MESTRES e meus APRENDIZES que, como eu, vivem num eterno afã de pesquizar o mistério dos mistérios, a significação dos símbolos, a sabedoria dos sábios, o porque da vida, para saber como melhor podermos trabalhar pela humanidade, oferecendo-lhe a paz e justiça, através do amor e da verdade pacificadora.




Cada frase é uma recordação, cada pensamento é um momento vivido. Amo os LIVROS que li e os que não pude ler. Amo os autores, os jornalistas, os poetas, os pintores, os compositores, os impressores, por tudo que fizeram e farão para esclarecer a humanidade e despertar-lhe a inteligência.




Amo a NATUREZA, o despontar do SOL na sorridente aurora, o ofuscante brilho de sua energia e a saudosa beleza do poente; a LUA derramando seus doces raios de prata num convite a exploração do homem e o firmamento de bruxuleantes estrelas; os jardins e as matas; os rios e os oceanos; as pedras e as cascatas; os animais, os pássaros, os peixes; a chuva, o mormaço, a neve; o orvalho a embelezar as flores; tudo enfim que na natureza exite para abrigar, fazer crescer e iluminar o homem que, na trajetória da vida, cumpre sua missão transcedente.




Amo, enfim, os SANTOS e MESTRES de minha devoção e os outros que são a devoção de tantos. Amo os PROFETAS que trouxeram luz ao mundo; os doutrinadores, e a JESUS cujas palavras ressoam em todos os ecos e correm pelos ouvidos como vento eterno, impregnando os homens de amor e fraternidade.




Amo a DEUS, porque o vejo Onipresente, o sinto Onipotente e porque o sei Onisciente em todo este poema de amor que é a afirmação de minha fé em seu Poder Supremo, por tudo que me deu, me dá e me dará até que,cumpridas todas as missões possa esta humilde fagulha que é o meu espírito, juntar-se a soberana Luz criadora de todo o Universo.




( Palavras de um sábio autor, do qual faço as minhas também)

MÃE...MULHER....MARIA...BERÇO DA HUMANIDADE...




Quem sou eu? De onde vim?


Onde estou?


Qual, precisamente, a minha missão?


Para onde vou?





Minha mente flutua sobre essas águas agitadas, por vezes tranquilas, dos meus pensamentos. Procuro sondar meu ego e perscrutar meu espírito no intuito de saber minha origem para que possa orientar minha vida para um feliz retorno ou buscar merecimentos que me levem a objetivos mais evoluídos.


Quando reinicio essas meditações, que me levam a retroagir no tempo de minha vida, penso em minha mãe quando me concebeu, na suprema alegria d ser, mais uma vez, a terra fecundada de onde brotaria uma árvore frutífera, cujo destino, incógnito, poderia ser radioso.


Esse pensamento me faz lembrar a outra Mãe, que a cerca de 2.000 anos, concebeu e gerou o ser admirável do Divino Mestre, Profeta do Amor e da Justiça. Fico pensando sobre a verdadeira destinação da mulher, elemento precioso da Criação, veículo procriador e disseminador de seres, fonte de vida.


Quantas mulheres, neste milenar planeta, foram mães de seres evoluídos, enviados especiais que para aqui vieram com missões sublimes de trazer luzes para amenizar as sombras existentes?


Quantos sofrimentos tiveram essas mulheres por não verem compreendidos os seus filhos?


Quantas decepções passaram ao perceberem que o bom fruto trazido por seus filhos, incompreendidos, transformava-se em sementes da maldade?


Fixemo-nos em Maria. A história a apresenta como a humilde esposa de um carpinteiro. É bem um exemplo de amor, o divino ter escolhido um berço humilde.Quem pregaria o amor e a justiça teria, com certeza, de nascer no seio da modéstia, dando o primeiro testemunho de que o egoísmo e a arrogância são inimigos do Amor. Daí a renúncia suprema do Poder Absoluto e a beleza transcedente da vontade Infinita.


Maria, ao tomar conhecimento de sua missão sublime, renunciou a todos os prazeres mundanos e se entregou totalmente ao amor daquele que era em Si mesmo o próprio amor. Na sua dedicação imensa, Maria deixou-se tomar pelo excesso de zelo, com receio talvez, de não poder absorver os sofrimentos que a vida lhe reservava, mas reagindo ante as advertências de seu Divino Filho, tornou-se um exemplo edificante de mãe e de auxiliar, vindo, mais tarde, se tornar na mediadora Senhora dos aflitos.


Doce Maria, pura, singela, flor imurchável de perfume eterno, fonte de renúncia e de virtudes, viste Jesus surgir no aconchego das alfafas, ferir os pés nas caminhadas constantes, deixar-se sangrar pelos espinhos, pela cruz e pelos cravos. Sofrimento doloroso para quem ama por amar, para quem se entrega por amor.


Tiveste, porém, Doce Maria, a compensação mais esplendorosa que uma suprema dor possa receber: Viste Teu Filho, na áurea de Sua Luz ofuscante, ressurgir do nada e subir aos Céus, na glória do retorno ao Infinito. E Tu própria, sentiste a alegria do retorno pela ascensão sublime, terminada segundo a segundo tua missão terrena.


Bem aventurada sejas, Maria, por tudo que por nós fizeste e que possas, por tudo isso, ser também a luz que nos guia hoje e sempre!!!




( Cyrano Gandra)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

LIVRO - CAMINHO DA PAZ PELA FÉ



"A paz no mundo só será concretizada quando a humanidade despertar para a Verdade de que os homens nasceram de um único princípio, que é Deus, sendo todos um corpo só e que não se confrontam originalmente."

LIVRO - A CIÊNCIA DESCOBRE DEUS



"A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega."

Albert Einstein


Todos os pioneiros da ciência moderna como Kepler, Galileu, Boyle, Pascal, Lineu e Newton incluiram Deus em sua perspectiva científica.


Há muita disparidade entre o que os cientistas acreditam e o que publicam em nome da ciência.


A realidade vai além da matéria observável e há propósito para nossa existência.


Para Newton, Deus 'não era um conceito qualquer. Ele tinha profunda reverência por Deus e comentou que "este ser governa todas as coisas, não como a alma do mundo, mas como Senhor sobre tudo."


Existe o fato de que o debate sobre a existência de Deus sempre vem carregado de forte carga emocional, o que leva muitos cientistas e outros estudiosos a simplesmente preferir o silêncio.


Deus é uma divindade de causa e efeito, que age com lógica, e isso se enquadra bem na ciência.


O motivo pelo qual o Raio-X consegue penetrar tão facilmente em nosso corpo é justamente porque somos compostos de muito espaço vazio, incluindo nosso cérebro! Se eliminássemos o espaço vazio que existe entre os átomos e dentor deles, obteríamos uma matéria muito pesada. Os átomos são muito vazios! Se toda a humanidade fosse comprimida até a densidade de uma estrela de neutrons, todos nós juntos teríamos o tamanho de uma ervilha.


Os cientistas, assim como o restante da humanidade, creem naquilo em que desejam crer, preenchendo com suas pressuposições os dados que faltam.


A ciência baseia-se na causa e efeito. O livre-arbítrio, que a maioria de nós temos, não é causa e efeito. Se fosse, não seria livre. A livre vontade é exemplo de uma realidade além da ciência.


A origem da vida é o problema mais desconcertante que a evolução orgânica enfrenta. A Ciência ainda não foi capaz de apresentar cenários plausíveis relativos a como a vida pode ter se originado por si.


A combinação da ciência com a Bíblia provê as melhores respostas para as perguntas mais profundas.

LIVRO - VIVENDO BUDA, VIVENDO CRISTO

"Que aquele que procura não pare de procurar enquanto não encontrar. Quando ele encontrar, ficará perturbado. Quando ficar perturbado, ficará assombrado, e virá a transcender todas as coisas."
Nós, seres humanos podemos ser alimentados pelos melhores valores de muitas tradições. Através da prática de olhar e ouvir profundamente, nós nos tornamos livres, capazes de enxergar a beleza e os valores da nossa tradição e os da dos outros.
Se acharmos que monopolizamos a verdade e mesmo assim orgnaizarmos um diálogo, não estaremos sendo autênticos. O diálogo precisa ser praticado com base no "não-eu". Nossa capacidade de nos reconciliarmos com outra pessoa e com o mundo depende muito da nossa capacidade de fazer as pazes com nós mesmos.
Quando estamos em quietude, olhando profundamente e entrando em contato com a fonte da nossa verdadeira sabedoria, entramos em contato com o Buda vivo e o Cristo vivo que existe dentro de nós e em cada pessoa que encontramos.
A prática de aletar a mente que os budistas falam, é muito parecida com o Espírito Santo. Ambos são agentes de cura. Quando temos a mente alerta, temos amor e entendimento, vemos com mais clareza e podemos curar as feridas da nossa mente.O Buda era chamado de Rei dos Curadores. Na Bíblia, quando uma pessoa toca o Cristo, ela fica curada. Não é apenas tocando um tecido que o "milagre"acontece. Ficamos curados quando tocamos o amor e o entendimento profundos.
Temos em nós a semente do Espírito Santo, a capacidade de curar, transformar e amar. Quando entramos em contato com essa semente, somos capazes de tocar Deus, o Pai, e Deus, o Filho.
A técnica, se precisamos falar de uma técnica, é estar no momento presente, estar consciente de que estamos aqui e agora,de que o único momento a ser vivido é o momento presente.
O cristianismo é uma continuação do judaísmo, bem como o islamismo. Todos os ramos pertencem a mesma árvore. 
Os budistas encaram Buda como um mestre e um irmão, não como Deus! Siddharta não é o único Buda. Todos os seres no reino animal, vegetal e mineral são Budas em potencial.
Jesus não é apenas o Senhor, mas também nosso pai, nosso mestre, nosso irmão e nosso EU.

LIVRO - OS SETE MESTRES



"Saber amar, é saber ver além das vestes; é sentir além dos sentidos; é escutar além das palavras; é expandir além dos mundos."








Mestre Kuthumi


"...o passado é perfeito porque lá você não pode mais interferir. Aceite então quem você é e trabalhe para no futuro, melhorar o que for possível."

















Nada adianta saber sem sentir....Temos que conscientizar o ser humano do Divino em cada um. "Orai e Vigiai". É preciso silenciar para poder ouvir....Para tornar-se um canal confiável, antes de tudo é preciso ter paz. Então, os Chakras superiores são acionados para receber as energias luminosas.







Sempre senti profunda atraçao pela filosofia oriental e sempre pratiquei fielmente a meditação, seguindo iluminosos ensinamentos de Sai Baba e outros mestres divinos. Sai Baba me ensinou a amar. Ele dizia: "Eu sou Deus, mas você também é. A única diferença é que eu sei e você precisa sabê-lo." Aprendi que era absolutamente necessário limpar-me de antigos conceitos e preparar-me para amar. Mas será que amar não é simples? Será que amar requer algum esforço? Quanto mais pratiquei a arte de amar, mais compreendi que não amava, pois sentia dificukdade em aceitar o outro, as diferentes opiniões do outro, quando na verdade isso tudo só me mostrava que também não me aceitava. Hoje, esotu melhor na arte de amar, pois aprendi que em primeiro lugar, é preciso me aceitar... Aceitar minhas falhas, minhas diferenças e meus nãos....







Maria Silvia P. Orlovas ( autora do livro)










Muitos de nós imaginamos e relamente sentimos que somos filhos das estrelas. Somos filhos das estrelas. Somos filhos do Espírito e o processo de ascensão nada mais é do que este tão desejado retorno ao lar espiritual ao qual nossas almas pertencem. Retorno à nossa origem cósmica, à morada de nossa Hierarquia.Há toda uma vida inteligente que habita no plano sutil da Terra. mas existe muito mais nos aguardando. Somos parte da família dos seres que chamamos de extraterrestres e que visitam o planeta. Somos sempre tratados com o maior amor e respeito por esses seres de luz, que não têm o direito de interefeir em nossas escolhas, mas nos ensinar. Cada um de nós veio de uma Constelação e aqui neste planeta, vestimos o uniforme da carne para frequentarmos a escola da vida na Terceira Dimensão. Para o plano espiritual, a palavra de Deus resume-se em apenas um conceito que é o amor, permitindo a libertação de qualquer dor. Nós é que escrevemos as nossas histórias, as quais chamamos de Carma e podemos direiconá-lo como quisermos. Todo o sistema de crenças foi construído em cima de terror e sustentado pelo medo. Por isso a mensagem da Fraternidade Branca é leve, pois é libertadora...O Carma pode ser refeito agora. Com a consciência dos fatos, alterações podem e devem ser feitas no momento presente.







Sabemos que verdades veladas estão sendo desvendadas. Na virada do milênio, tomamos consciência da grandiosidade do mundo espiritual que nos cerca e acessamos uma série de conceitos que antes estavam reservados a seres especiais. A ascensão é pessoal. Antes temos que ser capazes de superar nossos defeitos, potencializar nossas capacidades e assim abandonar o caminho que nos atrela ao sofrimento. Ascensão pessoal significa transceder as nossas próprias dificuldades e não fugir dos problemas, como erroneamente poderíamos pensar.







Os Mestres Ascencionados ensinam, por meio do exemplo de suas vidas, que viver é uma dádiva e não um sacrifício. Os Mestres têm enviado constantes incentivos, impulsionando-nos a trabalharmos na ascensão da nossa alma imortal e na nossa volta ao lar.














"Pedimos meus filhos, tirem os óculos.







Pedimos meus filhos, abram os olhos.







Pedimos meus filhos, despertem de suas imperfeições.







Porque quando o homem se achar imperfeito, ele o será; quando ele se achar puro, ele o será.







Se aprisionado o homem está é porque ele acredita na sua limitação"







( Mestre Seraphis Bey)














Nós somos os anjos que abrem as portas. Nós somos os anjos que usam as asas para acolher, para abraçar e aliviar as dores. Os que impedem e atravancam seus caminhos são vocês mesmos. Seus medos, suas ansiedades, suas raivas é que causam impedimentos.Afinem-se com sua capacidade divina, envolvam-se com seu próprio manto de luz, e permitam que dentro de vocês, floresça a libertação. Nós não somos guardas, nós somos aqueles que os aguardam.







O homem muitas vezes deixa escapar por entre as mãos, incríveis verdades espirituais para não correr o risco de desafiar os conceitos pré-estabelecidos, que limitam o que é certo e o que é errado saber. Desde tempos antigos, onde a religião do medo proliferou, aprendemos que deveríamos colocar Deus numa espécie de pedestal, portanto, longe de nós, epor causa disso nos sentimos durante muito tempo terrivelmente solitários. Agora estamos novamente descobrindo Deus em nós. A Fraternidade Branca, com nossos Mestres, é o "Conselho"que representa esse "Deus" e exerce na Terra a função de governar o nosso aparente caos.







A libertação é uma mudança que acontece na nossa vibração. Vibrando diferente, sentimos a vida de forma diferente e temos a chance de perdoarmos com mais facilidade. O perdão é a forma mais libertadora que só o amor pode nos capacitar.







Não adianta acreditar apenas com a mente racional, que pode apenas nos apontar a verdade, é preciso uma sensível mudança nos nossos sentimentos e no nosso comportamento, para completar o ciclo de cura, que se processa pelo coração. Aí entram as meditações, as visualizações,etc.







"Todas as vezes que você se ligar a outra pessoa, odiando-a, desejando que vingança seja feita, negatividades ou que a sua verdade prevaleça, você estará se ligando a energia do ódio. Se vocês estão aqui na Terra é porque de alguma forma a energia do ódio aprisionou os seres espirituais que vocês são em sua essência. O homem deve querer se libertar para viver a sua plenitude e não o vazio. Trabalhe a Chama Rosa, trabalhe na energia do Amor. Peça sua libertação, não para o vazio, mas para junto de sua alma. O homem sofre pela inconsciência de sua fé.Vocês vibram numa consciência tão inferior, tão triste, tão longe do seu eu espiritual, que precisam da ajuda da natureza para limpar as suas auras, para limpar o seu corpo energético e vibracional. Mesmo aqueles que não acreditam em rituais. "







(Hércules, o Elohim)












A Chama Azul foi a primeira chama a tocar o planeta neste ciclo evolutivo. O planeta ganhou vida no pleno físico por meio da interferência do Altíssimo, da vontade Divina, e depois foi ganhando inteligência, amor, consciência atrávés de nós, seres vindos de outras constelações. Os dias da criação são alegorias, formas de decifrar o indecifrável: maneira que vocês tem para entender o indecifrável. Agora a Chama Violeta vem tocar o planeta para libertá-los. Vivam com alegria o processos da ascensão, que é o processo da libertação. ( um ser de Pégasus)






Deus é único: aprendemos desde cedo. Mas se é assim, por que tantas crenças e nomes diferentes? Sugiro que pensemos em Deus como energia. A Fraternidade Branca fala como todas as grandes correntes filosóficas, de um Deus único e amoroso, que cria universos e que ama seus filhos. A Luz Divina, quando entrou em contato com a densidade material, se dividiu em Sete Raios diferentes, por isso, cada Mestre torna-se representante de uma Chama em especial, e cada um vibra em sua natureza interna de uma maneira diferente, portanto, servem a uma determinada Chama em que suas potencialidades naturais são exaltadas.






Imaginem que a força do seu pensamento é como o sol, que é infinitamente maior que este planeta Terra. Através da concentração, através da força da sua energia concentrada, vocês podem alcançar qualquer objetivo nesta vida.






ELOHINS






Os Elohins se manifestam no Mundo Mental "Superior" como uma derivação do próprio princípio divino que foi adentrando nos mundos por Ele criados. Os Elohins são também conhecidos como Devas ( deuses). Esse princípio criador que veio despontando do nada original, criando mundos, o fez primeiro na sutileza do seu próprio pensamento. Assim, diversas galáxias foram povoadas por seres pensantes, muito próximos de Deus, mas já mostrando um despertar de consciência individual. Podemos dizer que, para existir forma na matéria, os Elohins criaram antes a condição para que isso acontecesse, e essa condição criou o mundo mental. Os Elohins atuam nos cinco elementos primordiais para a manifestação da vida, a saber: Terra, água, fogo, ar e éter. Não se trata de uma alma individual como a nossa, que pertence a um ser humano. Os Elohins são uma espécie de consciência grupal, também conhecidos pelos seus atributos ligados à natureza. Portanto, os Elohins são também chamados de Devas. Quando ligados à Terra ficaram conhecidos tradicionalmente como Gnomos. Aqueles que atuam nas águas receberam o nome de Ondinas. Os que se manifestaram no fogo tornaram-se conhecidos como Salamandras. E finalmente aqueles que atuam no ar são as criaturas conhecidas como Sílfides. Já os que atuam no plano mais sutil, o éter, são também mais misteriosos, porque são desconhecidos. o éter é o condutor do pensamento. Tudo que será criado, manifestado no plano físico, antes surge no plano das idéias. Nasce aí a extrema importância do nosso pensamento. Os antigos eram sábios o suficiente para trabalhar na sutilização de sua energia e para isso faziam jejuns, penitências e meditações. Alguns abdicaram de tudo. Não queremos chegar tão longe, pois estes poderes podem demorar anos. O que sugerimos é um maior controle sobre nosso próprio pensamento. Os Elohins são os senhores da forma-pensamento, que se manifestam no Plano Mental e atuam o tempo todo em nossas vidas. Eles não tem regras que os atrelem ao que consideramos bem ou mal. Energia é energia, portanto, nós é que devemos fazer uso da mente para ver onde depositamos nossas crenças.






"Acreditar cura; Acreditar muda; Acreditar liberta...."











O AMOR











O amor é libertador! O ser humano procura o amor do outro, a aceitação do outro, e muitas vezes quando não encontra ressonância no parceiro escolhido decepciona-se e sofre. Quando se ama, há identificação com a energia da pessoa. O amor é uma troca de energia que chamamos de sentimentos. O amor liberta quando nos faz sentir fortes e aceitos. O amor realça nossas capacidades, mostrando a nossa própria luz. Não devemos procurar no outro, aquilo que não temos. O que acontece é que nós atraímos exatamente quem vibra na mesma sintonia energética. Se estivermos tristes, atraíremos quem também estará, mesmo que não pareça de imediato e, sem dúvida, será incapaz de oferecer-nos aquilo que procuramos. Devemos sempre lembrar que sentimento é energia! Portanto, amor também é energia! A mudança vibratória se faz necessária e a ajuda dos mestres contribui muito para que consigamos ascender e nos libertar dos aprisionamentos aos mundos inferiores.






ANJOS






A energia divina começa a descender dos mundos espirituais, pela potência dos anjos de luz que, para alcançar a matéria, usam o caminho do coração. São os anjos, portanto, os responsáveis pela manifestação da vontade divina e isto é feito pelo despertar do amor. No decorrer das eras, o homem como hoje conhecemos veio se desenvolvendo na face do planeta, nunca solitário ou esquecido pelos mundos de luz, pois os anjos sempre estiveram por perto.











A CHAMA AZUL - PRIMEIRO RAIO




Primeiro raio é antes de tudo, o alento divino inerente a todos os seres. Mestre El Morya. Arcanjo Miguel. Libertação pela fé. Está associado na crença, na força e na manifestação do poder. O poder interno no homem. Durante séculos a nossa sociedade foi se desconectando da sua própria força. Acreditou-se filha de um Deus que morreu na cruz, sem nenhuma compreensão do seu ato de coragem. Foi-se perdendo auto-estima em graus tão acentuados que o homem realmente acreditou no engano. Viu Deus como patrão e não como Pai. O homem precisa de sua fé. Num ambiente de sombras e confusão, é possível que um espírito de muita luz permaneça e dê suas bençãos, ajude, proteja e abençoe. No entanto, é vedado a um espírito de sombras, adentrar aos universos de luz, pois a vibrção destes universos não lhe permitirá isso. E, quando queremos instituir o silêncio, a ordem, o respeito, estamos fazendo extamente isso: impedindo que sombras e energias confusas adentrem num ambiente de luz. Todas as auras humanas são azuis, porque têm dentro de si a fé que o Criador colocou.




"Quando se sentirem obrigados a fazer algo que não desejam, quando se sentirem incumbidos de tarefas que não são suas, quando se sentirem rodeados por energias negativas, pensem azul."




A CHAMA AMARELA - SEGUNDO RAIO
O Segundo raio nos convida a sabedoria e à manifestação do Divino por intermédio do saber. Mestre Kuthumi, Buda e Lanto. Arcanjo Jofiel. Sabedoria, alegria e ação. Kuthumi,protetor dos animais. - "Aprendam a humildade, que nada tem a ver com o despojamento dos bens materiais e, sim, com o despojamento do orgulho. E amem sem culpa. Amem com liberdade. Errem sem medo. Errem, porque desejam ousar e aprender. Vivam em luz, porque um dia souberam de suas trevas. Serei sempre um aprendiz porque é sábio o meu coração. Serei sempre um aprendiz porque é humilde a minha fé." Quando se sentirem mal humorados, saibam que estão usando muito mal a sua capacidade de saber. Porque o homem instruído, o homem sábio, sabe sorrir das dificuldades; sabe deixar passar...Ele, como uma criança, entende que as ondas, ainda que gigantescas, passarão por ele e...não o afogarão. Um dos grandes Mestres que esteve entre nós e presonificou a Vida foi Buda e eis um breve resumo de seu Ser: "Um dia, as roupas de um Rei, de um soberano, foram puídas. Gastas pelo tempo, consumidas pelos caminhos tortuosos que ele escolheu para descobrir a sua divindade. Um dia, os seus cabelos cresceram de maneira disforme e a sua pele, antes alva, se transformou numa crosta de sujeiras e bichos que por ele passavam, como se ele fizesse parte de uma paisagem destruída de beleza. Um dia, a esperança que habitava no coração deste soberano se transformou em espinhos que machucavam seu coração. Um dia, este soberano acreditou mais na dor do que na sua própria luz. Tentando entender a miséria, ele se misturou profundamente a ela. Tentando entender o sofrimento abusou e enfrentou-o em sua própria carne. Tentando entender a decadência e a velhice, elepermitiu que a sua natureza fosse maculada pelas vicissitudes e a dualidade da vida. Um dia, este soberano não confundia mais a sua presença humana com a sua presença crística. Um dia, o sol não nascia mais para ele como nascia, alaranjado e belo, revivendo as esperanças e contando histórias para o homem viver. Um dia, este soberano nào mais apreciou a beleza da noite e os aromas das flores que convidavam o homem a amar, porque acreditou que a sua chama divina, o seu alento estava aprisionado por aquilo que ele entendeu como dor. Então, este soberano acreditou mais no sofrimento do que na sua luz. Ele se misturou à terra querendo encontrar nela o sossego para os pensamentos desconexos que fervilhavam em sua mente. Este soberano foi meio homem, meio terra, meio verme, meio esquecido. E, quando, no fundo da sua solidão este homem, que já não se alimentava das comidas que fortalecem o corpo, nem das esperanças que animam a alma, foi tocado pela Luz. Viu que não havia verdade no sofrimento, assim como não existia verdade nos grandes atributos que ele havia recebido durante a sua encarnação como rei. Um dia, este soberano viu que não bastava ser rei dos homens e nem mendigo de Deus, nem ser mendigo dos homens e soberano na vontade de Deus. Quando ele compreendeu os opostos, entendeu que tinha de ser apenas homem. Um dia este soberano compreendeu que deveria despir a sua alma, despojando-a do orgulho, libertando-a das nódoas das perfeições, que ele acreditava necessárias em sua vida. Mas percebeu que não bastava se despir das vestes se sua alma estivesse encapuzada. E assim, ele começou a trilhar o caminho de volta. E, como este pêndulo tinha oscilado tanto pelos caminhos do egoísmo, quando ele quis ditar as regras do próprio Deus, difícil foi o caminho do retorno, o caminho do equilíbrio, o caminho do estar bem consigo. Este soberano, neste momento, tornou-se Deus, iluminou-se! Buda ele foi chamado. Seu nome foi consgrado como criador de uma grande religião. Seu mantra pregado em todas as casas, em todos os corações e em todos os credos. Isso foi o que esse Sidarta fez de si mesmo, para tornar-se Gautama - O Iluminado. "Não é preciso"diz o Mestre, " alcançar estágios tão profundos de sofrimento para entender que não existe verdade em sofrer." "Não é preciso flagelar o corpo e impedir a vida de se manifestar em vocês, como alegria, para justificar a sua espiritualidade.""O verdadeiro homem, que serve ao espírito, é profundamente alegre, feliz, porque tem dentro de si, o contentamento. Porque tem dentro de si a ciência de contentar-se e a consciência de que, por mais escura que seja a noite, sempre haverá o dia." "Saber levar-se. Saber aceitar-se. Saber contentar-se." "Sabedoria é o sol, é o amarelo, é a luz, porque o homem deve aprender a ser o seu rei. Deve aprender o quanto controlar, libertar e equilibrar as suas vontades." E esse soberano, humildemente, serve à fraternidade Branca com o objetivo de ensinar a você, que se considera filho da Terra, a ser luz, a aceitar a sua semente crística e conscientizar-se de que é filho de Deus. Sidarta Gautama, o Cristo da Iluminação, o Buda da Compaixão, sejam quais forem os nomes que invocarem, saibam que a chama amarela está a serviço da sua luz, do seu crescimento interno, do crescimento da sua esperança e do seu contentamento. Amem, meus filhos, a si mesmos. E compreendam o quanto são amados e esperados por Deus.







A CHAMA ROSA - TERCEIRO RAIO







Chama Rosa é manifestação do amor, do perdão, do desprendimento e de tudo que é belo. Mestra Rowena. Arcanjo Samuel. Incentiva a Boa Vontade. "A vida não muda; nós mudamos frente à vida." Outra importante figura da Chama Rosa é representada pela energia feminina de Mãe Maria; ela muitas vezes trabalha com a energia angélica do despertar do amor. A própria palavra HUMANIDADE quer dizer APRENDER A AMAR O SEU SEMELHANTE. Amem a si mesmos e suas pequenas imperfeições, porque amar é o único sentimento que possibilita a ascensão. Amem de forma desapegada, amem de forma construtiva, amem aqueles que os ofendem, amem aqueles que o magoam e amem aqueles que os amam, que é muito mais fácil. É importante desenvolver a plena capacidade de amar!!!




A CHAMA BRANCA - QUARTO RAIO





A Chama branca é a manifestação do Quarto Raio que é conhecido como raio da pureza e da ascensão. Mestre Seraphis Bey. Arcanjo Gabriel. Traz a esperança e a ressurreição. Chama da ascensão, queima do carma. A Lei do Carma é a Lei do Universo, pois inevitavelmente, colhemos aquilo que plantamos, na roda da vida. A chama branca conduz o homem ao autoconhecimento e consequente aceitação de seu Ser Crístico levando toda esfera planetária a elevar seu nível vibracional, produzindo assim, um carma luminoso, por uma ação livre do egoísmo, portanto, libertadora. Na medida que alcançamos níveis mais sutis, vamos ganhando consciência e naturalmente aprendemos melhor como agir. Nossa sociedade, vítima do medo, acredita mais em culpa e em punição, do que em consciência, responsabilidade e possível libertação. Assim, as pessoas se acostumaram a colocar a culpa pelos seus infortúnios em condições externas, em outras pessoas, no destino e criaram para si um mar de impotência. A chama Branca nos leva justamente a ter consciência de nossos atos e de nossa liberdade de ação, mas, para que possamos nos libertar das terríveis amarras do sofrimento, puniçao e culpa, é necessário enfrentarmos e superarmos esses que até então foram os nossos limites. Enquanto o homem tiver dentro de si a idéia de que precisa se defender de tudo, criando máscaras para depois ter de sustentá-las, estará sujeito ao pensamento e ao julgamento alheio,e, o que é pior, ao seu próprio julgo. Precisamos deixar cair todas as máscaras para que cada um de nós possa ser, corajosa e exatamente, quem realmente é. É preciso ter a coragem de ousar limpar-se!Deixem a ciência do espírito falar com vocês. Deixem a ciência do coração protegê-los, ampará-los e ensiná-los.









A CHAMA VERDE - QUINTO RAIO




A Chama verde está associada ao Raio de Cura e o dia de quinta-feira. Mestre Hilarion. Arcanjo Rafael. Verdade, Inteligência, Cura. "Nasci no meio daqueles que tinham para o corpo, daqueles que tinham para a mente, mas que não tinham para a alma. Fui educado para amar o belo, sem nunca, jamais, ter enxergado a beleza espiritual. Eu fui um legislador das palavras. Um homem sábio das atitudes. Um homem que dizia sempre, a si mesmo, que praticava a verdade. Até que um dia, a minha frente, surgiu a minha imagem, muito feia, dizendo que aquele era eu a alguns anos a frente. Eu neguei, não quis olhar, chorei e adoeci. Adoeci de tristeza, mas estava vindo para me curar. Ao adoecer, me afastei de tudo, do trabalho, das regalias, de todos os gozos e angústias. Eu só desejava saber o porquê daquele homem no meu quarto, me dizendo que era eu. Então saí de casa só com as vestes do corpo. Havia um profundo desespero dentro de mim. E foi aí que começou a minha viagem de volta para mim mesmo. Me banhei no rio e comecei a observar a minha humanidade. Comecei a ver que eu era igual a qualquer outro. E chorei. E mais uma vez aquele velho apareceu. E desta vez ele não estava tão feio. E me disse: "Eu sou você. Sou aquilo que você pode tornar-se!" Durante alguns dia, permaneci no verde daquela floresta, porque sentia que aquele verde me curava, me limpava, me fazia ganhar suavidade e amar a mim mesmo. Vi que poderia criar um homem decrepto ou um homem de verdade para meu futuro. Voltei para a cidade e me tornei um homem de verdade. Eu sou Hilarion." Não profiram palavras que não façam atos. Não falem de coisas que não são a mais profunda e absoluta verdade, dentro de vocês. Cuidem para que o mundo de cada um de vocês seja melhor, para que a sua estrela brilhe, para que a sua flor não apenas enfeite, mas perfume. Quantas vezes ocultamos a verdade ou simplesmente distorcemos fatos corriqueiros do dia a dia; e isto é só um pequeno exemplo, no mar de palavras inconsequentes, proferidas muitas vezes por pessoas que costumam agir corretmente. A mente divina não entende mentiras. Precisamos assumir responsabilidades por nosso pensamentos, palavras e atos. "Se acaso não tenho nada de bom para falar a alguém, eu simplesmente não falo." Um testemunho será falso se não acreditamos no que dizemos. Se ficamos falando mal dos outros ou pensando em coisas negativas, vamos nos cercando de manchas, que acabam por obscurecer nossa essência luminosa. Construímos a nossa volta inúmeras couraças energéticas, que por fim temos medo de enfrentar...A chama verde nos auxilia a encontrar a coragem que precisamos para assumir nossos pensamentos, para que conquistemos a cura. Como dizia Sai Baba: "O esforço é humano e a graça é divina." Todos lutamos para escapar ilesos das experiências, tentando inultimente fugir das garras da dor, da morte e do sofrimento. Porém, não poderemos evitá-las para sempre porque fazem parte da lei natural da vida na Terra. Com ajuda terapêutica, muitas pessoas aprendem que de alguma forma causaram a sua doença e as vezes isso nem ajuda muito. As vezes essas pessoas se sentem tão culpadas que acabam criando mais complicações. Então como pode acontecer a cura de verdade? A cura que precisamos é espiritual. O processo da doença faz com que repensemos nossas apostas frente à vida e abre novos horizontes. Para obter uma cura efetiva, é preciso que estejamos prontos para mudar a nossa frequencia vibratória, portanto, ajustar nossos pensamentos ao novo, ao espiritual. "Se havia feridas, havia quereres. Se havia máculas, havia,também, palavras de desencanto e desamor. Se tumores foram criados em corpos, antes sãos, aconteceram porque ali houve as máculas da dor e do egoísmo. Se há ferimento, há também a capacidade de curar ede resturar a saúde. No entanto, a humanidade ainda não descobriu a cura do câncer; ainda não debelou uma série de doenças como a aids e como outras que têm manifestado. O motivo é porque essas doenças, antes de se manifestarem no universo do plano físico, já se manifestaram no mundo dos sentimentos, como um profundo veneno chamado egoísmo, como um profundo veneno chamado orgulho.O homem que se mostra vítima de uma doença, foi vítima antes de uma desencanto de sua alma, de um desencanto de seu sentimento, de um desencanto de seu pensamento. Por isso, digo, curem seus sentimentos. Não sejam egoístas.Deixem que as energias fluam. Aprendam com a natureza. Não segurem as pessoas. Não impeçam as pessoas de viverem suas vidas, as suas verdades, os seus atropelos e as suas dores. Vocês não devem se culpar, não devem se julgar, se maltratar. Sejam livres! Falem a verdade.... verdade com amor. Ou calem-se. Não apenas a voz, mas também o pensamento. Se há outro veneno, capaz de prejudicar, criar tumores e macular a alma, esse veneno se chama julgamento. Não julgue. As pessoas erram, mas não cabe a você apontar as falhas e justificar a sua própria ignorância pelos atos dos outros. Sejam autênticos, mas sejam bons.

































EM CONSTRUÇAO

LIVRO - JESUS O GRANDE ESSÊNIO















JESUS - o Salvador



















CRISTO - o Ungido











Um Homem viveu, entre nós, a cerca de 2.000 anos e seu nome era JESUS.



Nascido ou não em uma mangedoura, adorado ou não por reis magos e pastores, aquecido ou não pela respiração dos animais, filho ou não de um velho carpinteiro estéril e de uma mulher virgem, concebido ou não por graça de um Espírito Santo, o certo é que Jesus nasceu com uma auréola de luz a iluminar-lhe o espírito, demonstrando ser um dos grandes eleitos do Grande Arquiteto do Universo, mandado naquele momento exato em que o mundo se convulsionava pelo domínio desenfreado e orgíaco de Roma, que já precedia e superava as degenerescência advindas dos sírios e babilônios, fazendo com que o moral dos povos escolhidos se afastassem da orientação das leis e dos templos iniciáticos.



Deus, na sua eterna misericórdia, ao invés de um castigo, tal como dilúvio ou a destruição de Sodoma, enviou um espírito eleito com todas as prerrogativas de seus poderes celestiais, dando-lhe o livre arbítrio para tomar as medidas que julgasse necessárias a fim de trazer novamente ao seio de Deus, aqueles que, subjugados pela matéria, se distanciavam da doutrina tão propagada pelos eleitos anteriores, quer na Índia, quer no Egito, quer na Grécia.





Desde novo, Jesus tinha espírito sedento de conhecimentos terrenos, inteligência viva que ressurgia de outras paragens mais adiantadas e mais purificadas, buscava o porque das diferenciações existentes, embaraçando-se ante as divergências das condições de vida do povo, a falta de respeito aos lugares sagrados, a inconcebível separação por castas, a ausência de sentimentos fraternais, tão inexistentes no ambiente de onde tinha vindo.


Seu espírito, ainda ressentido pela transição do encontro com a matéria, necessitava um respirar mais puro, um ambiente de maior meditação, que lhe pudesse permitir um conhecimento mais perfeito de tudo o que lhe era dado presenciar. Nas suas andanças de rapaz, nos dias de folga da oficina de seu pai, quando corria a admirar a beleza da paisagem de sua terra, foi um dia a Jerusalém e lá sentiu ainda mais os problemas que se acumulavam em seus pensamentos. presenciou a vida dissoluta dos romanos dominadores, o fausto dos submissos sacerdotes e anciãos, a corrupção desenfreada e a ganãncia dos comerciantes, explorando o sentido inverso das leis divinas; e presenciou, também, descendo ao vale de Siloé, o espetáculo deprimente, desumano e indescritível dos mendigos, paralíticos e leprosos, vivendo numa promiscuidade dolorida, numa sociedade insofrível, prova verdadeira de uma sociedade putrefata.
Diante de tudo isso, Jesus clamou arrebatadamente: " Meu Pai! Eu quero saber. Eu quero curar. Eu quero salvar."

A partir desse momento, buscou o templo dos essênios para a iniciação da verdade. Lá encontrou o conhecimento exotérico do mundo e a paz para a meditação. Seu espírito puro e eleito, fortificou-se a tal ponto que dominou por completo a matéria que lhe servia de envólucro, tornando-a diáfana e invulnerável aos sofrimentos físicos.

Deixando o templo dos essênios, depois de longos anos de meditação e estudos, escolheu o método de suas pregações e sentiu que sua missão era levar o conhecimento da justiça, da verdade, do amor e da solidariedade a todos os que encontrasse, sem distinção de classes, de credos, de nacionalidade, e de condições físicas.

Jesus saiu propagando os seus conhecimentos, estabelecendo os mistérios frutificados pelo seu pensamento. Escolheu os seus discípulos entre gente humilde de diversas profissões, impondo-lhes somente a condição d eo seguir ininterruptamente. Preconizou e reafirmou a importância do batismo pela água, mistério que se tornou público pela clarividência do profeta Jordão.
Preconizou a supremacia que deve existir do espírito sobre a matéria, dizendo repetidas vezes a importância da sublimação espiritual; as suas palavras " Eu sou o pão da vida; o que vem a mim, não terá mais fome."












Mesmo no momento culminante de sua "morte", imprimiu com ênfase o último dos mistérios de sua doutrina, quando por intermédios de João Evangelista e Maria, afirmou que a mulher é a Terra, que fecundada pelo Deus Supremo permite o renascimento dos espíritos: " Mulher, eis aí o teu filho.....Eis aí tua mãe." Todos nós somos irmãos. Não existe classe onde existe um só amor e uma só compreensão.

















Os essênios tinham por fundamento a fraternidade e a justiça, por isso que não admitiam, entre os seus, a posse de bens materiais. As bases da doutrina se equiparavam às sociedades ocultas e místicas da Índia, do Egito e da Grécia. Exigiam o celibato e o voto de pobreza, para que nenhum apego terreno pudesse prevalecer á sua dedicação as causas espirituais.

















Seus principais objetivos eram:


























  • Liberdade de conhecimento esotérico e exotérico dentro da comunidade, resguardados os limites de cada grau;









  • Sigilo absoluto dos estudos esotéricos e mistérios emblemáticos e simbólicos, no mundo profano;









  • Igualdade sistematizada pelo voto de pobreza;









  • Espiritualização cada vez mais acentuada de seu eu interior, para domínio completo da matéria;









  • Prática da justiça, através da verdade e do amor;









  • Prática da caridade, auxílio mútuo e cura pelas mãos;









  • Prática da tolerância, da fraternidade e do perdão;









  • Prática da absorção da matéria pelo espírito, a fim de suportar os sofrimentos físicos;









  • Prática do jejum, como freio à propagação dos vícios;









  • Afirmação sistematizada da fé e da existência de um só Deus, onisciente, onipotente e onipresente.
















Cremos que na escola dessa ordem foram formados todos os profetas.

















" Os mansos possuirão a terra" , disse o mestre. Os mansos são aqueles que sendo sábios e retos, não precisam da força e da artimanha para dominar. Os sábios são os que evoluem espiritualmente, no estudo e prática constante do amor e da verdade, quer tenham ou não instrução aprimorada. Os retos são os que se purificam moralmente no estudo e prática persistente da justiça e da solidariedade.

















Os maçons, mais do que ninguém, devem procurar a formação de seus caráteres dentro dessa sabedoria e retidão, para que possam cumprir os princípios básicos de sua Ordem, conforme ditam as suas constituições, a fim de poderem evoluir e se purificar moral e espiritualmente, para dar o verdadeiro exemplo, tal como receberam de seus antepassados.

















" Nenhuma genialidade ou esperteza políticas, podem sobrepor-se

















à intangibilidade dos princípios maçônicos.

















Não se consegue a harmonia começando por destruir

















aquilo que por si mesmo é harmônico: o sentimento do belo e a perfeição moral."

































Jesus era dotado de uma sabedoria extraordinária; cada frase sua, do alto da montanha, era um relfexo do simbolismo místico das ciências esotéricas dos antepassados, penetrando nas mentes e nos corações.

















Este deve ser o verdadeiro sentido da parábola do Nazareno: Quem faz justiça, terá justiça. Quem ama, terá amor. Quem faz o bem, terá, infalivelmente, o bem como recompensa, e saciado viverá, porque viver em paz consigo próprio é viver em paz com a humanidade. É ficar em paz com Deus!!!





"Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia".
"Bem aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus."
Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus."

O Eleito estava ali, placidamente convincente, revolucionário tranquilo. Não era Deus, mas falava como se fosse o próprio e sua spalavras penetravam e se ampliavam pelo espaço infinito em busca dos ouvidos dos que quisessem ouvir. E as palavras do Essênio continuam a se ampliar pelo etéreo espaço, numa afirmação constante da Onipresença do Supremo Arquiteto do Universo.
Jesus possuía todas as qualidades inerentes ao Criador, entre elas a bondade, a pureza e a tranquilidade.




Deus está em todos nós, mas para senti-lo é preciso ser bom, porque a bondade limpa a alma.
















"Vós sois o Sal da Terra."









"Vós sois a Luz do mundo."









Jesus era absoluto em suas idéias e pensamentos. A um simples olhar, ele perscrutava as almas e sabia quem era dominado pelo mal ou pelo bem. mas, a todos ensinou a sua doutrina, a todos distribuiu a mesma luz. A capacidade assimilatória de cada um é que iria influir na sua maior ou menor importância para a vida futura.





"Para pedir, precisamos ter firmeza, esperança e fé;





para receber, devemos ter humildade, paciência e calma."









Procurando o amor, encontraremos o amor até na solidão. Procurando a alegria, encontrá-la-emos até nas horas tristes. Procurando a paz, semti-la-emos em meio ao tumulto. Procurando a justiça,achá-la-emos até na iniquidade. Procurando a luz que é a liberdade, encontrá-la-emos até em meio a escuridão que é a algema máxima da escravatura.





O nosso pensamento é a força geradora de nossos atos. Os nossos atos são os imãs que atraem os objetivos procurados. Por isso, Jesus disse: "batei, dar-se-vos-á entrada", porque somente nós poderemos dar entrada a nós mesmos. Batei com a mesma profundeza do grito soltado pelo coraçao de Jesus quando, depois de contemplar a beleza e o luxo de Jerusalém, desceu até a Fonte de Siloé e presenciou a miséria e a desgraça dos leprosos,, paralíticos, ulcerosos e cegos: Pai celeste! Eu quero saber! Eu quero curar! Eu quero salvar! Naquele momento, Ele havia acabado de pedir, d eprocurar, de bater e, desde então, recebeu a luz, o poder da luz. Que já existia nele, por ser um eleito, mas que se encontrava absorvida na escuridão da matéria, que é escrava.









"Eu não te condenarei; vai e não peques mais."





Entre a ilusão e a verdade, os homens preferiam a ilusão, e nessa escolha tem se manifestado através dos séculos. O egoísmo de terme eles o direito de se defender e o direito de julgar os outros, tem sido uma constante. Esquecem, em geral, do dever de defenderem os outros e do dever, também de julgarem a si próprios. Como podem julgar que o semelhante é mau por ter sido fraco em cometer tal falta? Julgaram eles a si próprios? Verificaram se já foram, são ou possam ser acometidos dessa mesma fraqueza ou erro? E por que, memso isentos dessas fraquezas, não procuram por instinto, defender seu semelhante, dando-lhe uma chance? Deus nos dá tantas chances no decorrer de nossas vidas....





Se os homens pudessem calcular o quanto de benefício lhes traz, terem os olhos voltados para dentro de si, vendo suas próprias fraquezas antes de condenarem os outros, o ódio, a injustiça e a vingança não seriam tão disseminadas, porque o amor, a justiça e a paz reinariam em todos os corações. Felizes aqueles que vêem seus semelhantes como vêem seu proprio interior. Se assim fosse, duvido que tivéssemos coragem de atirar a primeira pedra, mesmo estando puros e isentos de pecados. Mas, isso ninguém quer ver, ninguém quer ouvir, porque se limitam ao efeito apresentado, ao impacto do último momento. Juízes todos somos, mas é preciso que saibamos ser primeiro advogados, para defendermos não a nós, mas os nossos semelhantes, e podermos dizer como Jesus: "Eu não te condenarei; vai e não peques mais".





Jesus era imensamente grande em seu espírito repleto de fraternidade. Muita razão havia em todos aqueles que nunca mediam as suas ambições no limite da solidariedade humana. Eles ficavam ofuscados e na escuridão de suas almas, não compreendiam a grandeza das palavras e das atitudes de um homem que nunca pensava em si próprio, mas que sistematicamente ensinava e protegia seus semelhantes. Jesus sempre defendeu o amor, porque somente o amor pode controlar o instinto. "Quando vos baterem na face direita, apresentai a face esquerda", como testemunho da sublimaçao do amor. Lembrai-vos que o Supremo Arquiteto "faz nascer o sol sobre os bons e os maus". A chuva que cai sobre os justos é a mesma que cai sobre os injustos; a diferença é que os justos a recebem com amor e sentem crecer e frutificar os seus sentimentos, enquanto os injustos a recebem com ódio e ela se transforma em tempestade que destrói os sentimentos e leva na enchurrada, tudo que de bom ainda possa existir.





Jesus era dotado de uma inteligência fora do comum como, também, procurou aprimorá-la nos templos da Índia e no vale dos essênios.





Jesus era o mestre sublime de seus discípulos e de sua gente. Seu poder de persuasão era sobrenatural; a magnitude de seus gestos e a pureza de seus atos convenciam todos aqueles que o ouviam. Somente os que viviam em trevas e delas tiravam os proveitos materiais, procuravam tampar os ouvidos, não deixando penetrar-lhes o íntimo, para que sua ambição, seu orgulho e vaidade não se ofuscassem com a luz da verdade. O homem, em todas a cidades, procura saciar-se material e espiritualmente. Quando lhes falta algum desses alimentos, torna-se embrutecido ou entediado. A alimentaçao do espírito é mais necessária que a da matéria. Quando o espírito está suprido, o corpo se conforta e se equilibra. Jesus, que espalhava esses ensinamentos, a todos afirmava que Ele era o pão da vida. Quem provasse do pão da fé e bebesse do vinho da sabedoria, não teria fome, nem teria sede. A fé e o saber são os sustentáculos do espírito, a estrutura da alma e o acabamento do corpo. Quem fortifica sua fé pelo saber que adquire; quem se alimenta do pão e do vinho de Jesus, nunca terá fome e nunca terá sede. Viverá no amor, espalhará o amor e se nutrirá de amor, porque somente assim encontrará a paz e a felicidade.





"Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece, a qual o Filho do homem vos dará; porque a Este o Pai; Deus, o selou." Trabalhar,portanto, não significa apenas obrar para ganhar o pão que alimenta a matéria e a veste que cobre o corpo, mas sim para adquirirmos o essencial que faz evoluir o espírito e sublimizar a alma. Todo trabalho deve ser feito com amor e dedicação, sempre se procurando fazê-lo do modo mais perfeito. Não importa se esse esforço encontrar a frieza dos que são donos do trabalho, não obtendo a recompensa material por ele merecida. Não é propriamente para esses que estamos trabalhando, mas para a satisfação de nossos sentidos e para nosso desenvolvimento espiritual. Quem trabalhar com amor e fé, aproxima-se da perfeiçao e da luz, porque aprende a labutar pela comida que permanece que é o alimento do espírito.





"Quem crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou."





É preciso que se erre, para que a vitória seja justa e merecedora. Poucos podem se dizer puros e limpos, porque esses são os privilegiados. Procurando se desviar dos erros e se arrepender das faltas cometidas é que o homem se aproxima das virtudes e se torna limpo e puro.





"Eu sou a ressurreiçao e a vida; quem crê em mim, ainda que seja morto, viverá." "E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá."





Jesus sabia que sua estadia na Terra estava terminando e o tempo era muito curto para uma doutrina meticulosa. Urgia, pois, que todos soubessem um pouco do tudo de sua missão sublime. Esse tudo deveria ser dito em poucas palavras, mas que traduzissem a importância da sabedoria existente nesse tudo. E o Mestre das parábolas se fazia entender pelos ouvidos e mentes daqueles que o seguiam com o coração e o espírito.





"Cada espírito tem uma missão a cumprir em cada planeta e em cada lugar no Universo, e a sua evolução se faz gradualmente, através de seus trabalhos e seus esforços no sentido de purificar e iluminar a centelha primitiva que emanou do celeiro de luz que é o próprio Criador. " "A vida terrena é a morte aparente do espírito, que só vive quando está livre e repleto de luz."





"Amai-vos uns aos outros; como eu vos amei a vós."





Simão e João já haviam escolhido o lugar para a última ceia, que marcaria a reunião final sob a presidência do Venerável Essênio. Simão zelara para que tudo estivesse em perfeita ordem. João esforçara-se por se fazer cumprir o cerimonial. Jesus sentou-se ao centro para indicar que, dali, os raios luminosos convergiriam para o sul e para o norte. Pedro, em cujas mãos estavam a chave desse Templo de Amor, verificara a cobertura do mesmo. Tomé preparava-se para inquirir qualquer intruso que tentasse penetrar no recinto. Judas Tadeu, sempre atento para defender os doentes e necessitados, demonstrava em sua fisionomia o sentimento de caridade. André e Tiago, sentados nos dois extremos, impunham respeito aos companheiros das duas filas. Mateus preparava-se para registrar os acontecimentos e Bartolomeu zelava pelos princípios sagrados das antigas leis. Judas, o Iscariote, guarda dos metais, sentara-se no lugar de costume. o Essênio lavou-lhes os pés, um a um, para afirmar que a humildade deve partir dos mais elevados, provando que a igualdade deve existir e deve ser perpetuada porque somente ela poderá trazer a paz que confraterniza todos os povos. Iniciada a cerimônia, Jesus anunciou que um dos presentes o haveria de trair e que essa traição já estava a caminho. Sob o espanto de todos, Judas Iscariote se acusou e teve que retirar-se. O grande Essênio, inicianod a Ceia, distribuiu o pão dizendo "Toda vez que estiverdes assim reunidos para, venerando a Deus, tomardes deliberações, comei o pão em memória de mim, pois ele representará o meu corpo, que será imolado para o Bem da humanidade. E distribuindo o vinho disse: "Este representará o sangue que selará a nossa união perfeita e eterna na doutrinação do amor e da fraternidade e que será derramado para benefício da humanidade". Estava instituído o simbolismo da comunhão do amor, não como sinal de remissão de pecados,mas como união de pensamentos através da fé, que é sustentada pela trilogia moral da liberdade, igualdade e fraternidade e alicerçada pelas virtudes espirituais do amor, da justiça e da verdade. Ao anunciar a sua próxima prisão e morte, Pedro recusou-se a essa previsão, dizendo que daria pelo Mestre, a sua vida. Jesus advertiu-lhe que tal idéia significava fanatismo e sua doutrina não comportava esse sentimento. Quem o seguisse devia ter fé absoluta, sem se ver subjugado a dogmas ou sentimentos baixos. A represália é uma forma de vingança e vingança é um sentimento mesquinho. Para alimentar o espírito e elevá-lo às condições divinas, deixava-lhes o mais novo e o mais belo de todos os mandamentos: 'Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei a vós".





"Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade."





Chegara o princípio do fim, o instante em que a matéria, suportando todos os sofrimentos, daria lugar a que o espírito, vitorioso pelas conquistas, buscasse o ambiente de sua verdadeira origem. Jesus, nesse momento marcante de sua missão, teve dúvida se tudo estava feito e, no silêncio da meditação, pediu ao Pai para afastar o cálice da amargura, e, prestes a se afastar do convívio dos irmãos, chamou-os e, reunindo-os como se num Templo, disse:"Pai, Oniciente, Onipotente e Onipresente, que na imensidão dos céus estás, acima de todos os planetas e estrelas que no Universo existem e que, portanto, és nosso como de todos. Santo e divino, como poderoso e sábio, seja o Teu Nome que é Deus. Venha a nós, tanto aqui como em outras terras, a beleza do Teu reino, sendo assim feita a Tua sublime vontade, para que nós e os outros procuremos e consigamos alcançar os céus. O pão, continua a nos dar hoje e sempre, todos os dias, perdoando as nossas ofensas, blasfêmias e leviandades, provocadas pelas nossas fraquezas em face das maldades que germinam no ambiente. Se assim pedimos é porque nos apraz perdoar aqueles que nos ofendem, insultam e caluniam, para que encontrem a paz espiritual. Tudo faças. Senhor, para que jamais caiamos nas mesmas tentações, por mais fascinantes que sejam, e livrai-nos, com toda Tua sabedoria e teu poder, dos males que afligem as nossas fraquezas, por Teu amor e por nossa fé. AMÉM".





Dali em diante o conteúdo amargo daquele cálice simbólico iria ser sorvido, gora a gota, num testemunho fatal d amaldade humana, mais num exemplo edificante e eterno da glorificação do trabalho.





"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste".





Necessário se tornava que os seus últimos momentos entre os homens, marcassem a sua qualidade de ser material e espiritual, para que a sua doutrina não se tornasse uma lenda, mas uma história viva e eterna. Ele tinha que dar testemuho da fraqueza da matéria e da fortaleza do espírito, para que ficasse registrada definitivamente, a sua passagem no planeta. Seu espírito forte se ressentia das dores que avassalavam seu corpo. Dores que retratavam os sofrimentos que acompanhariam a humanidade por muitos e muitos séculos.





"Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso."





A sabedoria eterna tinha dleiberado que a sua crucificação seria em conjunto com a de dois celerados, representando o bem e o mal. Gestas, o protótipo da maldade, blasfemava e lamentava o seu destino, desafiando Jesus a mostrar suas qualidades divinas Dimas, que ao cometer delitos pensava no bem que pudesse praticar aos outros, sentia-se pequeno demais diante daquele homem que sofria calado os excessos de atrocidades. Ao seu pedido de "lembra-te d emim quando estiveres no teu reino", Jesus lhe respondera com aquela frase que é a significação máxima da fraternidade humana: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso". Bem poucos poderiam ou podem estar com Jesus no Paraíso, porque muitos são os que não descem de seus vícios para encontrar o caminho da humildade. E a humildade é que fortalece a fé. E a fé é que nos faz encontrar Cristo.





"Tenho sede." Ali, no calvário de sua cruz, no fim de sua vida material, lançava o testemunho de sua esperança: "Tenho sede." Era a esperança de ganhar mais espíritos, pelo poder da caridade. Quanto de alegria poderia ter Jesus se, naquele momento, pudesse converter mais um de seus algozes. O Essênio não tinha sede física, mas sim a vontade de salvar almas. O fel e o vinagre que lhe ofertaram representavam a fraqueza de nossos espíritos que ensurdecem ao chamamento das virtudes e deixam vitoriosos os vícios.





"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." Excessivamente tolerante e fraternal, do alto de sua cruz via em todos aqueles que o haviam injustiçado uma multidão de pobres cegos que não podiam medir o quanto de maldade estavam praticando e o quanto de atraso espiritual estavam angariando para o retardamento da caminhada do retorno. Pobre de quem olha mas não vê, de quem escuta mas não ouve, de quem fala mas nada pronuncia. Preferível seria que fosse cego mas visse com os olhos do espírito, que fosse surdo, mas que sua alma ouvisse as vozes celestiais, que fosse mudo mas que soubesse mentalizar as mais belas e profundas preces á Deus.





"Eis aí tua mãe. Eis aí teu filho." Maria, na grandiosidade de sua angústia, soltou um suspiro de íntimos sentimentos, balbuciando: "Meu filho! Filho de minha vida!" Jesus, em novo alento, não a deixou terminar, e olhando para ela e para João, pronunciou: "Filho, eis a tua mãe. Mãe, eis aí teu filho." Todas as mães do mundo são mães de todos os filhos; e todos os filhos são filhos de todas as mães. Porque a mulher representa a Terra, em toda sua pródiga beleza de gestante, fecundada que é pelo homem, que representa a Força Criadora. Deus fecunda a Terra e fá-la procriar os seres que receberão os raios luminosos que de sua divindade emanam e que se transformam em espíritos que a Ele retornarão depois de purificados e iluminados através das missões que lhes são prescritas. Como é belo e profundo este mistério que, se compreendido em toda sua essência, seria o selo eterno de uma paz infirnita, porque todos se sentiriam irmãos entre si.





FÉ.... A Fé não é privilégio de ninguém, porque é uma força divina. Nenhuma pessoa, nenhuma religião ou ideal, pode arrogar-se possuidor único desse poder, pois sendo ela uma centelha emanada da Suprema Força que rege o Universo, não tem discriminação, nem preferência. A certeza de sua posse, varia com o grau de entendimento.Dom Francisco de Paula e Silva, Bispo e orador sacro, costumava dizer em seus sermões: " A fé está em todos os corações; aparece na medida do entendimento de cada um. Não existem religiões, mas sim, uma religião que é Deus. Os caminhos são vários, ma so objetivo é um só. Devemos respeitar todas as seitas, porque elas sempre levam para Deus e Ele existe em todas elas, embora com nomes diferentes". Pastores, protestantes, maçons, agnósticos, espíritas, estavam sempre na Catedral para ouvir e beber na fonte de verdadeira fé, que jorrava da spalavras desse homem puro e simples, mas tão nobre de humildade e tão imenso de convicção. A verdadeira Fé, inquebrantável e pura, faz com que quem a possui se confraternize com todos e com tudo; não distingue castas, raças, e preceitos. É unificadora e fraternal em sua essência e quem a traz não se deixa manchar por vícios nem iludir por virtudes, porque é a própria divinização do eu.




Khalil Gibran assim se definiu: "Eu te amo meu irmão, quem quer que sejas, se praticas o culto em tua Igreja, ajoelhas em teu Templo ou rezas em tua Mesquita. Tu e eu somos todos filhos de uma mesma fé, porque os diversos caminhos da religião são dedos da mão amorosa de um Ser Supremo, uma mão estendida para todos, oferecendo perfeição de espírito a todos, ansiosa por acolher a todos."




Se percorrermos o mundo do mistério, onde doutrinas germinaram para conhecimento e purificação espiritual dos homens, vamos encontrar diversos testemunhos de fé para corroborar esses nossos pensamentos e a certeza de nossas convicções. "Não quero o poder supremo que vós me ofereceis. Guardai as vossas coroas e observai a minha lei. A minha tarefa está finda. Retirar-me-ei para sempre com meus irmãos iniciados para uma montanha do Airiana-Vaeja. De lá velarei por vós. Vigiai o fogo divino: Se o deixardes extinguir, eu reaparecerei entre vós, mas como juiz e como vingador.!" Assim que Rama, o que mais tarde se tornaria o grande Brahama, quando se despediu dos druídas, para buscar na Índia, o lugar determinado onde edificaria a doutrina védica. Da herança de Rama, contida nos Vedas, fonte inesgotável de fé no poder criador, vem talvez, a mais longíngua afirmação de nossa crença: "Donde nasceu a alma? Ela existe nos que vêm para nós e regressa nos que regressam e tornam a voltar".




Assim como Jesus teve a missão de resumir e atualizar as leis de Moisés, Krishna teve a missão de resumir e dramatizar a doutrina de Rama. As palavras e os ensinamentos desses dois Missionários se confundem e se interligam, deixando par aos pósteros a afirmação de uma fé infinita que foi se espalhando através dos que os precederam, como Buda, Confúcio, Hermes, Zoroastro, Pitágoras, Sócrates, Orfeu, Paulo, Kardec e tantos outros, cujas missões mais ou menos profundas conclamaram os homens para o caminho de luz.




Krishna, inspirado indiano, esclarecido pelas meditações, traduziu toda a sua fé nestas palavras: "Escutai, pois, um enorme e profundíssimo segredo, o mistério soberano, sublime e puro. Para se chegar à perfeição, é mister conquistar a ciência da unidade, que está acima da sabedoria; é mister elevarmos-nos até o divino, que está acima da alma. Ora esse ser divino existe em nós próprios, está dentro de cada um de nós. Porque Deus reside no interior de cada homem, mas poucos sabem encontrá-lo."




A afirmaçao de que Deus está em nós e nós Nele, é uma afirmação constante nas doutrinas dos maiores. Os homens são deuses mortais e os deuses são homens imortais.


FIM